A Prefeitura, em parceria com a Secretária de Saúde do Estado, através da Unidade Regional de Saúde de Açailândia (URSA), por meio da Dra. Monique Pinheiro e Dr. Jackson Costa, realizaram no auditório do Genova Hotel, durante três dias, um curso de Manejo Clínico da Leishmaniose, capacitando os 08 municípios que englobam a Unidade Regional de Saúde de Açailândia.

Os principais temas abordados foram: Leishmaniose Visceral, Leishmaniose Tegumentar, Fisiopatogênica das Leishmanioses, diagnóstico clínico e tratamento das Leishmanioses.

Além das ações do Programa Estadual de Vigilância e Controle das Leishmanioses.

Participaram da capacitação: Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos do Hospital Municipal de Açailândia, Atenção Básica e Centro de Controle de Agravos.

A capacitação dos colaboradores é de suma importância para o combate dessa endemia no município. Vale ressaltar que a participação da população também é importante neste processo.

O Departamento de Vigilância Sanitária do Município já confirmou 12 casos de leishmaniose tegumentar, de acordo com informação de Wadson Marciel, coordenador do Centro de Agravos.

“ Somos multiplicadores de informação. Esse treinamento que conta com cerca de 40 profissionais é de grande relevância para o povo, pois através da qualificação e atualização pode-se oferecer melhor prestação dos serviços”. Disse, o coordenador do Centro de Agravos.

Entenda um pouco mais sobre Leishmaniose

O calazar é uma das doenças parasitárias que mais mata no mundo. O calazar é uma das mais perigosas doenças tropicais negligenciadas (DTNs).

Causa

O calazar é causada pelo protozoário parasita Leishmania que é transmitido pela picada de mosquitos-palha infectados. O parasita ataca o sistema imunológico e, meses após a infecção inicial, a doença pode evoluir para uma forma visceral mais grave, que é quase sempre fatal se não for tratada.

A doença afeta algumas das pessoas mais pobres do mundo e está associada à desnutrição, deslocamento de população, condições precárias de habitação e saneamento precário, um sistema imunológico fraco e falta de recursos financeiros. O calazar, em geral, também está ligado a mudanças ambientais como o desmatamento, construção de barragens, sistemas de irrigação e urbanização.

Sintomas

A doença, quando progride, se manifesta de dois a oito meses após a infecção com e se caracteriza por acessos irregulares de febre, perda de peso, fraqueza, aumento do baço e do fígado, nódulos linfáticos inchados e anemia. No entanto, se a carga parasitária é alta ou o nível de imunidade do paciente é baixo, o período de incubação é de 10 a 14 dias.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado combinando os signos clínicos com os testes serológicos e parasitológicos. Os testes mais efetivos para diagnóstico de leishmaniose são invasivos pois demandam amostras de tecido, gânglios linfáticos ou da medula espinhal. Esses testes requerem instalações laboratoriais e especialistas que não estão disponíveis imediatamente em áreas endêmicas e com poucos recursos.

O método mais comum para diagnosticar o calazar é o teste da tira reagente, mas ele apresenta alguns problemas. Em áreas endêmicas, pessoas podem ser infectadas pelo calazar, mas podem não desenvolver a doença. Nesse caso, nenhum tratamento é necessário.

Tratamento

O calazar é uma doença tratável e curável. Todos os pacientes diagnosticados precisam de tratamento rápido e completo, existindo diferentes opções, com efetividade e efeitos colaterais variados.

Antimoniais pentavalentes são, normalmente, o grupo de medicamentos de primeira linha, administrados como tratamento de 30 dias de injeções intramusculares. Enquanto antimoniais são bastante tóxicos e representam um risco aos pacientes que recebem o tratamento, aqueles que são curados do calazar quase sempre desenvolvem imunidade vitalícia. Pesquisadores esperam identificar formas de simplificar os regimes de tratamento, melhorar a segurança e reduzir o risco de resistência a medicamentos.

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